Pular para o conteúdo principal

A leitora

24/11/2023

Para Gisele, uma amiga


Você é tão fantástica

Que se namorássemos

Eu passaria horas 

Observar-te ler


O som das páginas viradas

Seriam o compasso das horas

Marcando o ritmo do meu enternecer


Os seus olhos salteando

Seriam como dois dançarinos

Bailando ao som da música mais bela

Que é o conhecimento em pleno ato de aquisição


E seus lábios se entreabrindo

Para umedecer as pontas dos dedos

Para marcar com seu DNA cada página virada

Fertilizariam a mim, 

Que sou livro...



Imagem gerada pelo Copilot em 3/12/2024





Imagem gerada pelo Copilot com meu comando inicial,
ele nunca dá opção inclusiva, sempre é branca cis
lora dos olhos azuis, provavelmente heterossexual,
católica, classe média... 
aí fiz a intervenção para a mulher negra
e mesmo assim veja os olhos
na figura acima.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Poema unicórnio

 Se eu paro A paralisia é um sinal Mas o diagnóstico É possível  Da passividade  Do profissional E não de mim Se há veneno Ou é psicossomático O corpo É social Posso falar Mas a audição É real ou virtual? A minha ação não  Faz mais que  condição  E o planejamento Condiz com a prática E a ática  Reverberação dissociativa Literária precisa de uma Relação interlocutiva Ou não Não mais Não mais Não mais O resultado é solitude É solidão É produto  Não é reduzido É produto Pro du to A di ver são  A ca bou 16/4/2021

Fada

Num mundo duro Encontro em você a maciez O que procuro Não importa, você se fez Tez, cabelos, voz, maciez O quê que você fez? Pôs-me canção nos lábios, Arte nos dedos, deu coerência aos sábios Com a vicissitude lúdica, lúcida, macia... que tu és. Tez, cabelos, voz, maciez Te coloco em casa Conquanto destas faceirices De que a mim defasa Os limites do que se faz insensatez. 12/2/2019 #poema # #poema #poesia #ilustracao #lírico #literatura #autorabrasileira amor #autorabrasileira #literatura #literaturabrasileira #poesia

O que eu calço?

  26/5/2017   Domingo era sempre um dia terrível. Estar em casa durante todo o dia, assim como seus irmãos, sua mãe e seu pai. Na verdade, o pai e os irmão homens passavam a maior parte do tempo da manhã e tarde indo e vindo. Ser adolescente não era fácil pra Marcela, que tinha dúvidas demais, solidão demais, medos demais. Aquele parecia o momento certo. Ela observou e viu que seu pai saíra, então correu a banhar-se. Marcela adorava este momento, pois além de ficar sozinha, tinha a água quente sobre si, caindo calmamente, incessantemente sob aquele som agradável e a resistência da água. Era simples, puro, com cheiro de sabonete, xampu, condicionador e vida... ou água, repito. Geralmente ela se despia rapidamente e entrava no box, abria o chuveiro tremendo e esperava até que aquecesse para entrar. O primeiro contato com o líquido fazia seu corpo todo se arrepiar, deslizando suavemente, sentindo o calor passar por toda a pele junto a ducha que escorria pelo que ainda es...