Pular para o conteúdo principal

Já tomou um chá hoje?


   Estou criando uma série de ilustrações com a #bomhabito , que pretende trabalhar imagens e uma chamada para um hábito simples e que se ligue à tendências de autoconhecimento. 
   Neste caso tomar chá todo dia tem sido um ritual de escolha minha, no qual eu misturo ervas para buscar sabores, aromas e nutrientes, e por fim cores.
   Na arte vou usar sempre as mesmas características de traços e cores, assim como preenchimentos, pois estou exercitando estilo (estudando e praticando)  e usando referências, além de não fazer muita cobrança. É parte do meu processo de autoconhecimento.
   Fica o meu convite a você para pensar sobre autoconhecimento! Hoje só vou deixar essa dica. 

   Replico no instagram @lauralucydias e no facebook na página Laura Lucy Dias.

   Muito obrigada por passar por aqui. ^^


#bomhábito #habitosaudável #ilustração #ilustracion #ilustration #inktober #inktoberbr #chá #tea 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Poema unicórnio

 Se eu paro A paralisia é um sinal Mas o diagnóstico É possível  Da passividade  Do profissional E não de mim Se há veneno Ou é psicossomático O corpo É social Posso falar Mas a audição É real ou virtual? A minha ação não  Faz mais que  condição  E o planejamento Condiz com a prática E a ática  Reverberação dissociativa Literária precisa de uma Relação interlocutiva Ou não Não mais Não mais Não mais O resultado é solitude É solidão É produto  Não é reduzido É produto Pro du to A di ver são  A ca bou 16/4/2021

O anel da falecida de Edson Gabriel Garcia

 

Eternidade no chinelo

Dormíamos todos no mesmo quarto, e já tínhamos uma sala nesta altura da vida. A gente dormia em beliche, eu e meu irmão, e como sou mais velha ficava embaixo. A mãe nos botava para dormir cedo, depois de um dia cheio  de “ô mãaaae, olha ele!”, “foi ela!”, - chinelo voador. Isto, de fato, era todo dia e geralmente íamos dormir magoados e de bundas quentes. Anos 90 eram diferentes, vocês precisam entender, não é uma ode  à violência contra a criança. Pois é, mesmo assim os chinelos, sempre os chinelos, e todas as vezes que aquele moleque subia na beliche largava os dele lá do alto para eu ter que arrumar os chinelos virados, já que estes eram motivo de medo e raiva, pois continham muito poder. Ele chiava: “Desvira.” “Não” - chiava eu de volta “Se ela morre, a culpa é tua.” “O chinelo é teu.” “Eu estou pedindo.” - Miava. “Não.” “...” “Não. Não. Não. Não. ...” Ele descia e desvirava o dele, pegava os meus e os virava lá do outro lado do quarto, dizendo: “Ah é, é? Você vai ver!” D...